Pedro Paciornik é formado em Relações Públicas pela UFPR e construiu uma carreira de mais de duas décadas ligada à comunicação corporativa e à estratégia empresarial. Iniciou sua trajetória estagiando no Grupo Volvo, onde permaneceu por 18 anos e teve a oportunidade de atuar na Ásia, baseado na China.
Ao longo do tempo, sua atuação evoluiu para áreas mais estratégicas, como planejamento, inteligência de negócios e BI. Após retornar ao Brasil, ingressou na Valmet, onde passou a liderar simultaneamente as áreas de estratégia, comunicação e marketing, além de qualidade, focando menos na execução técnica e mais na mobilização de equipes e no direcionamento de recursos. Exerceu o cargo de Diretor de estratégia, qualidade e marketing e membro do corpo executivo da América do Sul e,após uma grande reorganização global da empresa, que chegou a incluir um convite para assumir uma posição na Finlândia, decidiu encerrar esse ciclo profissional, ocupando a cadeira de. Foi nesse momento de transição que ingressou na primeira turma do programa Líder com Proposito.

Entrei no programa em um momento de transição profissional. Depois de quase duas décadas de carreira em grandes empresas, eu estava diante de uma situação em que precisava parar para pensar com calma sobre os próximos passos. Nesse contexto, o programa acabou funcionando também como um espaço de reflexão pessoal. E encontrei ali um ambiente muito propício para troca e construção de novas perspectivas.
Uma coisa que me marcou muito foi o formato do programa. Não é um curso em que as pessoas sentam para ouvir o André falar o tempo todo. Pelo contrário. Ele provoca muito a troca entre os participantes. A gente discutia a teoria, mas rapidamente ela se conectava com casos reais que cada um trazia. Como o grupo era formado por profissionais de altíssimo nível, as discussões eram muito ricas, com situações concretas acontecendo nas empresas, o que elevou muito o nível do debate.
A heterogeneidade do grupo também fez muita diferença e trouxe uma riqueza enorme de pontos de vista. Ao mesmo tempo, havia uma dor comum: todos somos líderes tentando entender melhor nosso papel com as pessoas, para cima, para baixo e para os lados.

Para mim, três coisas diferenciam muito essa experiência. Primeiro, o nível de preparo e cuidado com tudo: conteúdo, ambiente, detalhes da experiência. Segundo, a curadoria das pessoas que estavam ali. E terceiro, o formato. Enquanto em muitos programas você tem 80% de aula e 20% de discussão, ali era praticamente o contrário.
Outro ponto marcante foram as vivências fora da lógica tradicional de sala de aula. Atividades como meditação e uma caminhada silenciosa pela trilha da chácara, por exemplo. Eu sou uma pessoa bastante cética e nunca tinha meditado na vida, então no início aquilo me causou um certo desconforto. Mas, no final, fez muito sentido. Você começa a perceber o valor de parar, olhar as coisas com mais atenção e entender que o silêncio também tem um papel importante no processo de liderança e de autoconhecimento.
Para mim, um bom líder…
…entende que liderança não é um título,e sim uma tarefa que exige dedicação, instrumentos e entregas. E sabe refletir sobre por que ocupa esse papel e qual impacto quer gerar, indo além das metas técnicas e ajudando o time a caminhar.
E ser um líder com propósito é…
… ir além de atingir os objetivos da empresa. É olhar a liderança como exemplo e relação humana, elevando o valor do time, desenvolvendo pessoas e iluminando caminhos. Essa conexão fortalece o engajamento e impacta diretamente a performance no médio e longo prazo.
“Eu sou uma pessoa extremamente cética, nunca tinha meditado na minha vida. Mas, no final, começa a fazer sentido. Mesmo uma mente cética consegue perceber o valor prático de parar e olhar para si, de primeiro entender quem é você, e depois o que está em volta.”