________________________________________________________________________
ROSIMERI
SILVA
Cheguei ao Líder com Propósito entusiasmada, querendo aprender o máximo possível, colocar em prática no Incanto e compartilhar o conhecimento com a minha equipe.
Ao encontrar CEO’s e diretores de grandes empresas, pensei que talvez eles falassem de situações difíceis de acompanhar a partir da minha realidade no terceiro setor. Mas o programa não era simplesmente alguém apresentando slides. As conversas entre nós construíam o conteúdo, e logo percebi que nossos desafios eram muito parecidos: dar feedback, lidar com as reações das pessoas, saber ouvir. Isso me deixou mais confortável e me fez reconhecer o valor da experiência que eu levava para o grupo.
O programa começou pelo autoconhecimento. Entendi que precisava conhecer melhor os meus limites para conseguir liderar pessoas tão diferentes. Nos grupos menores, eu aprendia com a experiência dos outros e também compartilhava a nossa prática de escuta e diálogo no Incanto. Muitas vezes eu aplicava algo no dia a dia e voltava ao encontro com a pergunta: fiz assim, não deu certo; existe outra maneira de fazer?
“Mas o principal é saber quem eu sou hoje. Que tipo de liderança sou? Saber das minhas limitações e saber parar. Parar pra pensar, respirar sempre que eu não souber a resposta ou que eu não souber como agir naquele momento.”
________________________________________________________________________
A avaliação 360, respondida também pela minha equipe, foi muito válida. Uma coisa é como eu me vejo; outra é como as pessoas me veem. Passei a revisitar o que elas apontaram e a pensar na coerência entre o que falo e o que faço. Outra reflexão que trouxe do programa foi a de me importar de fato com as pessoas, não apenas por protocolo. Quando uma pessoa da equipe voltou de uma semana afastada por questões pessoais, antes de repassar as demandas, sentei com ela para saber como estava e de que apoio precisava.
Hoje guardo as avaliações na minha mesa. Quando enfrento uma situação difícil, volto a elas para lembrar o que preciso mudar. A liderança não saiu do programa com tudo resolvido; continuo aprendendo e buscando formas de aplicar, no nosso dia a dia, o que vivi nos encontros.
“Para mim, um bom líder…
…pratica a escuta ativa: fala menos e ouve mais. Enxerga os liderados como pessoas, com histórias, dores e necessidades diferentes, não apenas como responsáveis por metas e resultados. Procura conhecer cada um e adaptar a forma de se comunicar, inclusive a partir dos feedbacks que recebe.”
“E ser um líder com propósito é…
…ter consciência de que tudo o que fala e faz impacta os liderados. Se peço que minha equipe tenha amor ao lidar com as crianças, preciso agir da mesma forma. Não vou acertar sempre: posso errar, voltar atrás e retomar. Mas preciso ser exemplo e assumir a responsabilidade pelas orientações que dou.”


