Alessandra Lobo Viana construiu uma trajetória que conecta criação, estética e visão de negócios. Filha de uma empreendedora do setor de confecção, cresceu entre o universo da moda e o ambiente comercial, o que a levou a oscilar entre o caminho da criação e o do empreendedorismo. Escolheu a arquitetura e iniciou a carreira desenvolvendo projetos, mas logo percebeu que o lado comercial também a atraía.
Após um MBA, ingressou na indústria de revestimentos, atuando na Eliane, onde atuou como Coordenadora de Especificação e Contas Especiais e, posteriormente, como Gerente Comercial de Engenharia. Na sequência integrou o Portobello Grupo, também como Gerente Comercial de Engenharia em São Paulo, função que exerceu por mais de cinco anos. Em 2024 assumiu a posição de Gerente Comercial na Guararapes e, recentemente retornou ao Portobello Grupo, como Gerente Nacional de Engenharia.

A gestão sempre foi o lado que mais me desafiou. Ao longo da carreira, percebi que, a cada novo nível, a complexidade aumenta: mais pessoas, mais pressão, mais responsabilidade. Quando assumi um cargo nacional, senti que precisava aprofundar essa jornada e busquei o Líder com Propósito.
Estar ali foi importante não apenas pelo conteúdo, mas pela forma como ele é construído. O André traz uma bagagem consistente, com muitas referências, livros, experiências, que provocam reflexão e aprofundamento. Você anota tudo, quer estudar depois, quer entender melhor. Mas o aprendizado não veio só dele. Veio muito do grupo. A turma era diversa em perfis, setores de atuação e momentos de carreira. Mas todos líderes experientes, com trajetórias sólidas, compartilhando dilemas muito semelhantes.
Um momento que me marcou foi a analogia do farol. Ter pessoas que inspiram, que servem de referência em momentos de complexidade, e ao mesmo tempo reconhecer que também somos farol para alguém. Isso traz responsabilidade. Não significa não falhar, mas entender que as falhas fazem parte do processo de evolução. É buscar ser uma referência positiva, consciente do impacto que se deixa.

Outra reflexão importante foi sobre a cobrança constante sobre quem lidera. Hoje o líder precisa dar conta de tudo: resultado, equilíbrio emocional, performance, preparo físico, vida pessoal impecável. São muitos “pratinhos” no ar. Nem todos permanecem equilibrados o tempo todo, e está tudo bem. Mas há dois que não podem cair: o resultado e o controle emocional. O resultado é norte, o controle emocional é sustentação. Num cenário em que todos fazem mais com menos (menos tempo, menos recursos, menos gente) manter esse equilíbrio é essencial.
O que levo comigo é a compreensão de que o líder, ainda que tenha propósito, não é perfeito. Nunca será. Todos oscilam, todos vivem momentos de altos e baixos. Ver isso de perto humanizou a liderança para mim. Hoje olho para cima, para os meus pares e para o meu time com mais consciência de que estamos todos em desenvolvimento.
Para mim, uma boa líder…
…sabe equilibrar o foco em resultado com o desenvolvimento de pessoas. Dá direção clara, inspira pelo exemplo e mantém controle emocional mesmo sob pressão. Escuta, orienta, cobra quando necessário e cria um ambiente em que o time cresce, aprende e performa junto.
E ser um líder com propósito é…
…ter como foco o desenvolvimento humano, não apenas o resultado. É evoluir continuamente e levar o time junto nessa espiral de crescimento, Não adianta você estar num nível e seu time descolado. Você tem que fazer com que todo mundo evolua junto. Acho que isso é propósito.
“O que levo comigo é a compreensão de que o líder, ainda que tenha propósito, não é perfeito. Nunca será. Todos oscilam, todos vivem momentos de altos e baixos. Ver isso de perto humanizou a liderança para mim.”