
KARLA
FRITZEN
Graduada em Comércio Exterior, ao longo da carreira passou por diferentes empresas e contextos, incluindo uma experiência marcante em Minas Gerais, na Labtest, onde liderou importantes projetos de estruturação e desenvolvimento de RH. Posteriormente também empreendeu na área de coaching e formação em desenvolvimento humano. Mais recentemente, atuou como Head de Pessoas e Cultura na Gobrax, startup curitibana, estruturando processos e práticas de gestão de pessoas. Hoje é Gerente de RH da Häfele, empresa global com mais de 100 anos de história, atuando na construção e fortalecimento da área de pessoas no Brasil, conectando práticas locais às diretrizes globais da organização.
“Quando cheguei à formação eu estava muito fragilizada, tanto que já no primeiro dia eu falei abertamente: eu estava ali para resgatar a Carla líder, porque em algum momento essa Carla tinha se quebrado e já não acreditava tanto nas coisas em que sempre acreditou.”
“Com o tempo, foi como se as peças fossem se juntando novamente. Cada pessoa chegou ali com um contexto diferente e necessidades diferentes, mas as dores eram muito parecidas. Mesmo com níveis hierárquicos e empresas diferentes, todos tinham inseguranças e questionamentos. E o programa acabou criando um espaço raro: um ambiente onde era possível falar o que precisava ser falado sem julgamento. À medida que as pessoas começaram a mostrar suas fragilidades, as conexões foram acontecendo de forma muito natural. Isso foi me fortalecendo também.”
“Para mim, o mais marcante foi o ambiente de troca e conexão. Foi ali que surgiram muitos insights e reflexões. Uma das coisas que mais me marcou foi perceber como muitas vezes somos nós mesmos que nos sabotamos, ouvindo aquela voz interna que diz que não somos capazes.”
“Outro momento muito importante foi quando fizemos a avaliação comportamental (Hogan) e pedimos para várias pessoas avaliarem nosso trabalho. Eu estava com medo do resultado, porque naquele momento me sentia quase como uma fraude como líder. Mas ver como as pessoas me enxergavam foi um processo muito forte de reconexão comigo mesma.”
“Também saí com novas referências de liderança dentro da própria turma. Pessoas que me inspiraram pela forma de empreender, pela serenidade em lidar com situações difíceis ou pela coragem de ocupar espaços em ambientes desafiadores.”
“No final, o que ficou para mim foi a certeza de que ninguém é um líder perfeito. Todos vamos errar, deslizar e aprender ao longo do caminho. Liderança não é uma fórmula pronta. Cada pessoa tem seu estilo, e o mais importante é conseguir aprender com o outro, compartilhar experiências e continuar evoluindo.”
Para mim, uma boa líder…
… constrói uma conexão genuína com o time, entendendo as pessoas e suas necessidades, mas sem confundir os papéis. Sabe delegar, encontrando o equilíbrio entre autonomia e direção, lidera com autenticidade, mas também valoriza a história do time e o que já foi construído.
E ser um líder com propósito é…
… ter clareza do que você busca e do que espera do time, entendendo também o que o outro quer e até onde ele pode ir. Não é ser paternalista, mas ser transparente, colocar limites e construir uma liderança humanizada, que seja referência para as pessoas no dia a dia.